Seleção de Programas: uma experiência de delimitação do corpus

Nos últimos anos o estudo da linguagem televisiva tem estado na pauta de um grande número de pesquisadores que utilizam as teorias semióticas em estudos empíricos de observação dos signos deste sistema. Os conceitos originários das distintas correntes semióticas servem, nesse caso, como fundamentos a métodos ou modelos de observação dos signos televisuais – visuais, verbais e sonoros. Contudo, antes de fazer uso da chamada semiótica aplicada, o semioticista encontra-se sempre diante do desafio de delimitar o corpus em um sistema tão complexo. A seleção de uma emissora, uma programação, um gênero, um programa, ou ainda, a definição de um elemento de composição do sistema – a cenografia, a indumentária, a iluminação, dentre outros – é uma tarefa tão árdua e determinante como a análise em si. Nesse sentido, o presente texto visa colaborar sugerindo um roteiro de delimitação do corpus para pesquisas desse tipo. Para apresentar esse percurso metodológico, é utilizado como exemplo um elemento específico de configuração da linguagem visual televisiva, o cenário.

Revista Ciberlegenda (2007)

Autores

João Batista Freitas Cardoso

Roberto Elísio dos Santos

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